quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

Na pele do adepto com José Pequeno

Na pele do adepto os Amora FC Supporters entrevistam o sócios do nosso Amor[a] com o propósito de ficar a conhecer um pouco mais do que é a "mística Amorense" Hoje entrevistamos o arquitecto José Pequeno  de 43 anos sócio nº 172 do Amora FC e responsável pela arquitectura do centro de treinos do Serrado e novo estádio da Medideira.

José, como começou esta sua paixão pelo Amora FC?
R: Não me recordo do começo. É como se tivesse nascido comigo. Foi-me transmitido pelo meu Pai, que me levava a ver os jogos desde sempre, em casa e fora. Tenho ainda memória, em forma de flashes, de alguns jogos da 1a divisão, era muito novo. Lembro-me de estarmos a vencer fora o Benfica, com um golo com cambalhota (foi o Caio) na primeira vez que entrei no antigo Estádio da Luz, e de um golo do José Rafael em Alvalade. Nesse ano de 82/83, a capa da caderneta de cromos era uma foto desse Sporting-Amora. Mas recordo-me sobretudo de muitas histórias das figuras míticas do passado, que o meu Pai me contava. E eu sonhava com isso. Não me recordo de mim sem este sentimento pelo Amora. Mas recordo-me bem dos tempos em que vivi mais afastado, seja pela distância física ou por outras contingências.

Ainda se lembra de como no passado a cidade vivia o clube?
R: Lembro-me dos relatos da nossa terra ficar parcialmente "deserta" no dia em que jogámos no Restelo, na última jornada da nossa 1a época na 1a divisão. O golo da vitória, nos instantes finais, garantiu-nos a permanência entre os maiores. Creio que era único, na época, um clube de uma Aldeia estar a este nível. É revelador do carácter das suas gentes. Das nossas gentes. No dia seguinte, na capa d'A Bola, lá estava a foto de toda a equipa do Amora a festejar o golo da época dentro da baliza. A ligação entre clube e a terra era enorme, não tinha sido minimamente "diluída" pelo crescimento populacional que se seguiria.

Olhando para os finais de anos 70, e 80 o que falta hoje em dia ao nosso clube para mobilizar mais adeptos?
R: São épocas totalmente diferentes, tudo mudou. A nossa cidade, na altura não era sequer uma vila. Entretanto, e aqui tão perto da capital, a população exponenciou. Hoje somos mais de 50.000 na cidade, mais de 160.000 no concelho. O potencial é enorme. Penso que essa mobilização está a ser feita e será cada vez mais evidente. O caminho faz-se caminhando e começa precisamente pelas bases que estão a ser preparadas para o futuro. É natural que a face mais visível e mediática seja sempre o momento presente da equipa principal senior masculina, mas se olharmos em volta é absolutamente notável todo o trabalho que tem vindo a ser feito ao nível da formação, das camadas jovens e do futebol feminino, e consequente crescimento em número de atletas. Criar uma estrutura profissional ampla (no clube) a partir do zero, para poder dar suporte compatível na organização funcional, administrativa e operacional diária, não é uma tarefa fácil. Requer meios. E requer dedicação, tempo de evolução e crescimento, recursos humanos afectos a tempo inteiro e, por certo, investimento proporcional. O Amora tem a sorte de ter um Presidente dedicado a 200%, mas eu sinto que por vezes precisa de (mais) apoio executante/operacional a seu lado. O Amora Futebol Clube tem hoje um papel social muito importante, o que também justifica indiscutivel e justamente os apoios de que tem sido beneficiário, sobretudo por parte da autarquia. Hoje respira-se Amora na cidade e no concelho. As acções de proximidade (e têm sido promovidas algumas) são igualmente fundamentais no sentido de desenvolver essa relação. E eu acredito que o rumo é exactamente este.

Muitos Amorenses relatam factos do passado onde após os jogos do Amora estes eram temas de conversa no comercio local, consegue nos descrever como vivia e vive atualmente os pós jogos do nosso clube?
R: Depende sempre do resultado. A disposição é diferente. Quando era mais novo e o Amora perdia ia directo para casa e enfiava-me na cama sem jantar, até a neura desanuviar. Hoje não me posso dar a esses luxos. Mas tenho dois momentos separados por quase 15 anos, que me marcaram mais, última jornada de campeonatos. Em ambas correu mal para nós: Penafiel 1993 e Almancil 2007. E em ambas uma vitória teria sido suficiente (para nos mantermos na 2a Divisão de Honra ou para subirmos da 3a Divisão, respectivamente). Em qualquer dos casos invasão total de adeptos amorenses. Em nenhum dos jogos houve golos. Em Penafiel até falhámos um penalty. Manteve-se o Campomaiorense que iniciaria aí a sua ascensão posterior à 1a Divisão. Aí o meu pós-jogo foi continuar 1 hora sentado no mesmo lugar a olhar para o relvado deserto e as montanhas envolventes, acompanhado do meu Pai e do meu tio Jaime Marçal. Lembro-me bem que foi a última vez que chorei de tristeza pelo Amora. A partir daí só chorei de alegria. Nos momentos de tristeza consegui sempre aguentar-me estoicamente. Até em Almancil, onde se dava a situação sui generis do nosso concorrente pela subida (que era o Juventude de Évora) folgar nessa última jornada. Era mesmo "só" marcar um golinho e despachar o assunto. Estava a viver em Guimarães na altura. Acordei cedo e pus-me a caminho, 600 kms para Sul. Cheguei já o estádio estava "pintado" de azul. Durante o jogo não me recordo de uma única oportunidade de golo. O meu pós-jogo foram mais 600 kms silenciosos de regresso ao Minho. Moral da história: quem quiser viver os momentos bons tem que estar sempre preparado para viver e ultrapassar todos os outros, mesmo os mais difíceis. Penso que só assim conseguiremos dar real valor à concretização das conquistas que se aproximam.

Sabendo que lecionou na cidade de Guimarães, onde a paixão pelo Clube da terra não é comparável a mais nenhuma outra cidade, acha que o nosso Amora pode vir a mobilizar a cidade inteira, há semelhanças atualmente com aquilo que viveu em Guimarães?
R: Guimarães é uma cidade especial. Vivi 5 anos no Minho, o meu filho nasceu lá. É orgulhosamente vitoriano, para além de amorense. E eu gosto desse apego e da valorização das raízes. Em Guimarães isso é cultivado desde cedo, talvez com o embalo do berço da nação. Mas a verdade é que ao domingo é ver na rua, desde cedo, velhos, novos, mulheres, homens, tudo equipado a rigor, a cidade transforma-se e o orgulho de pertença e identidade (com toda a variedade que isso inclui e representa) reune-se em torno de uma paixão comum. Lá, não há cá clubes grandes. Grande é o Vitória. Sim, esse é o nosso caminho também. Se olharmos para trás no tempo, recordo que ainda os 3 grandes não tinham as suas academias em Alcochete, Seixal e Olival, e já o Vitória tinha as mais completas infraestruras desportivas do país - eu quando as vi, no início dos anos 90, não queria acreditar -, chamando e dando condições a todos os seus jovens e atletas. Passaram 25 ou 30 anos e os resultados são visíveis na relação entre clube e cidade. Temos muito a percorrer, mas o tempo de uma geração é mais que suficiente para mudarmos tudo para melhor. E isso está a ser feito. Ainda não se vê, mas já se vai sentindo.

Na sua opinião o que diferencia os adeptos a Amorenses dos restantes adeptos dos outros clubes da nossa série do campeonato de Portugal?
R: Falamos de um clube quase centenário. O peso da História é fundamental, assim como a herança do passado. Temos muitos atrás de nós e nunca estaremos sós. Acho que se chama "mística". Ou se tem ou não se tem. O Amora tem! Alguns outros na nossa série também o têm, naturalmente. Inicialmente por questões profissionais, mas agora também já sentimentais (porque o desporto como verdadeiramente deve ser na sua essência une as pessoas, ao invés de as afastar) tenho estado ligado também com muito gosto a um outro clube fantástico da nossa série, já centenário, e o "brilho" está lá. De facto, no Amora sabemos de onde vimos, sabemos bem para onde queremos ir, e para onde vamos. Os adeptos reflectem isso, porque o clube são as pessoas. A exigência que se sente é o reflexo da expectativa e da ambição que todos temos. Mas há um caminho a percorrer, que não nasce feito, e está a ser percorrido com personalidade.

Quando falamos que somos o clube que mais adeptos leva em jogos fora na nossa serie, isto é verdade, qual a sua percepção e o que se sente  num jogo fora de portas?
R: Sinto que estamos ainda mais unidos. Quando estamos na Medideira estamos obviamente na nossa zona de conforto, mas quando estamos fora é quando nos unimos mais, é um sentimento ainda mais forte de família, de grande família. Somos muitos mas quase todos nos conhecemos. Tenho grandes memórias, para sempre, dos jogos fora de portas. O melhor golo que vi do Amora foi marcado fora. A equipa em questão nem é das mais recordadas do Amora, a época não foi brilhante, e nesse dia até perdemos. Foi na Tapadinha, com o Atlético, e ainda não estavam decorridos 10 minutos e já estávamos a ganhar, com um golo marcado com um pontapé de bicicleta, perfeito, de fora da área, pelo Cafú (que viria a ser campeão nacional pelo Boavista alguns anos mais tarde).
Até das minhas "ausências" tenho memórias. Vivi um ano em Timor Leste, entre 2001 e 2002. Andava 9 ou 10 horas à frente no fuso horário e as minhas madrugadas de domingo para segunda eram sempre a tentar apanhar o andamento dos jogos do Amora. Foi assim que "vivi" a nossa última vitória no Bravo. Depois de estarmos a perder 2-0 lá fui eu para a cama (neste caso até tinha desculpa, pela hora), mas fui acordado por um telefonema da minha mãe a dizer-me que afinal tinha havido uma reviravolta para 2-3 e o Amora tinha vencido. Obviamente que já não dormi mais nessa noite.

Abordando o tema Serrado e Estádio da Medideira o que sente por estar ligado a este projecto sendo o Amora o seu clube de coração, que diferença existe para outros projectos identicos?
R: Sinto-me um privilegiado por isso! Mas sobretudo pela confiança total e pela amizade genuína que sinto da parte dos sócios e adeptos do Amora. Fazer o estádio do meu próprio clube é, no plano pessoal, uma sensação única e indescritível. E, na verdade, rara. Mesmo nos casos em que tal seria mais provável, o Dragão foi desenhado por um arquitecto sportinguista, Alvalade por um arquitecto benfiquista, e a Luz por um arquitecto australiano. É certo que neste nosso caso tem sido uma maratona que dura há mais de 15 anos (iniciámos o desenvolvimento do projecto do Estádio em 2003), mas estamos hoje mais perto que nunca, a escassos meses do expectável e desejado arranque da Medideira. Entretanto vamos concluir o Serrado para inaugurar no aniversário, outro sonho tornado realidade e que será absolutamente crucial no desenvolvimento e crescimento do Amora. 

Em que se inspirou para a definição desta linhas de arquitectura do  Serrado e Medideira?
R: Não há projectos iguais. Cada caso deve reflectir um propósito concreto e uma identidade única, fiel às raízes, às premissas e ao enquadramento específico de cada obra. No caso da Medideira e do Serrado, até pela escassa distância de 200 metros que os separa, fazia sentido uma coerência de imagem entre as duas obras, pelo que seguimos princípios de desenho similares, salvaguardadas as respectivas escalas. Fez-nos sentido que funcionassem como um único equipamento interligado pelo "corredor azul", ganhando impacto, dimensão e funcionalidade. Independentemente disso, um localiza-se no seio de um parque urbano e tínhamos a responsabilidade de o integrar e "diluir" nesse contexto natural. Já o outro está nas margens da Baía, o ex-libris do concelho, num enquadramento paisagístico de eleição. Em ambos os casos a estrutura assume um papel de relevo na arquitectura, propositadamente. A Medideira é inspirada no casco das embarcações e os pórticos estruturais são exteriores precisamente para destacar essa relação. A construção naval sempre foi uma das principais actividades económicas do concelho. A Baía/Rio Judeu, com condições ideais ao efeito, chegou a ter 16 estaleiros navais em funcionamento, muitos deles em Amora. A estrutura das embarcações é uma estrutura simbólica, com imagem forte e marcante, e achámos que valia a pena explorá-la e potenciá-la fielmente às nossas próprias raízes culturais. E assim foi. Em conversa com o meu amigo Fernando Venâncio, da Venamar, ele explicou-me que quando a embarcação é em madeira estas "costelas" se denominam "cavernas". Mas quando a embarcação é em aço, como é o nosso caso, chamam-se "balizas". E eu gosto de imaginar que a Medideira vai ser o Estádio com mais balizas do país.
É importante referir um aspecto relativamente ao EMM Estádio Municipal da Medideira. Sendo certo que um equipamento desta natureza e envergadura proporcionará todas as condições necessárias a um clube que represente a cidade, o concelho e a região ao mais alto nível nacional (obviamente na 1a divisão), a verdade é que esta não é, nem pode ser, a justificação principal deste investimento público. O que em primeira instância justifica a prioridade estratégica deste investimento é a oportunidade única de transformar toda uma cidade, desenvolvendo-a urbanisticamente na sua relação com o rio. O EMM está integrado num plano de pormenor em desenvolvimento para toda a frente ribeirinha, terá um papel central no planeamento urbanístico da cidade e será o motor de uma das maiores transformações jamais vistas em cidades com a dimensão que Amora tem. É, muito mais que futebol ou desporto, a possibilidade de desenvolvimento económico, turístico e social. Nesse sentido, a responsabilidade que teremos no nosso Amora é ainda maior. Mas estaremos todos à altura!

Como vê o Amora daqui a 10 anos? 
R: Com todas as obras concretizadas, com a continuação do trabalho que está a ser desenvolvido pela direcção e pelos amorenses a nível de organização e de infraestruturas, num concelho em desenvolvimento turístico e crescimento económico, objectivamente o Amora Futebol Clube terá condições absolutamente únicas no panorama nacional. Condições como nunca teve para ser dos maiores a nível nacional, seguramente o maior da margem sul (com o devido respeito pelos outros históricos). É exactamente assim que eu vejo o Amora daqui por 10 anos.

Hoje em dia temos abordado muito na nossa página a importancia do gosto pelo Amora passar de geração em geração, qual a sua opinião em relação a este sentimento, e de que forma passa este seu gosto às novas gerações?
R: Eu entendo que o passagem testemunho, de geração em geração, é fundamental. Quem conhece por dentro a realidade e a história do clube sabe que é precisamente assim. Isso é até visível em entrevistas anteriores por vós realizadas. E é sempre um orgulho ver que é assim. Parte da mística, do carisma e da história é exactamente assim que sobrevive.
Como em tudo na vida, há altos e baixos. Eu na resposta à primeira questão que colocaram falei de "outras contingências" que a dada altura me afastaram um pouco mais. Referia-me à fase inicial das pessoas que me transmitiram este sentimento pelo Amora já não estarem connosco fisicamente. Em pouco tempo de diferença deixei de poder ir ao futebol acompanhado pelo meu Pai e pelo meu tio Jaime. Na Medideira sentávamo-nos sempre todos no mesmo local, no mesmo degrau, mesmo sem lugar marcado, a escassos metros do também jovem Paulo Cunha Cavaco que me está a fazer esta entrevista e que também acompanhava sempre os seus avós. Estive vários meses sem ir ver o Amora, nem em casa. Quando regressei custava-me voltar aos mesmos lugares, sentia-os demasiadamente vazios, mesmo com o alvoroço do jogo. Durante anos, no decorrer dos jogos, deambulava só pela Medideira. Ora atrás das balizas, ora no peão, mas nunca na bancada. Alguns dos meus amigos de sempre terão achado estranho esta "distância", pois nunca partilhei esta história nem este sentimento. Foi, de facto, difícil "regressar" à nossa casa. Hoje em dia já vou novamente para a bancada, mas nunca para aquele lugar.
Respondendo à questão, em boa verdade nem sempre estava só atrás da baliza. Muitas das vezes estava já com o meu filho, mesmo quando levava os carrinhos de brincar. Hoje continuo a levá-lo sempre que queira ir comigo. Também o levo à obra nos fins de semana. E é assim que lhe transmito, simplesmente fazendo do Amora parte da nossa vida.

Sendo o José um seguidor da nossa página, na sua opinião como vê o projecto Amora FC Supporters e qual a importancia na vida do clube?
R: Vejo o vosso trabalho com muito respeito. É um trabalho excepcional de divulgação e motivação. Sempre pela positiva e de forma construtiva, como acredito que deve ser. Ler entrevistas como a do Gonçalo Grilo, que acredito convictamente será um dia o capitão da nossa equipa principal, na 1a divisão, no nosso novo Estádio, num estádio cheio como o próprio imagina, faz-me ter a certeza de que há muita gente a lutar e a trabalhar pelos mesmos sonhos, e que o futuro estará assegurado.

Como sócio e adepto Amorense qual o seu sonho?
R: O meu sonho, neste momento, é inaugurar o novo Estádio Municipal da Medideira. E que o Joca possa cumprir a promessa de marcar o primeiro golo oficial no novo estádio. E ver o Amora de regresso ao seu lugar entre os maiores, em todos os escalões. E ver o Estádio cheio com a cidade a seu lado. Só assim faz sentido.

Quer deixar uma mesagem a todos os socios e adeptos do nosso Amora ?
R: Quero! 2020 vai ser um dos anos mais importantes da vida do Amora. Mantenham-se unidos! Fortes! Solidários! E juntos vamos alcançar os nossos objectivos



segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Entrevista com Gonçalo Grilo, capitão da equipa de Juniores B


Hoje chegamos à conversa com Gonçalo Grilo actual referência da formação do nosso clube onde já leva 10 anos de Amora. Gonçalos tem 17 anos é lateral/extremo esquerdo e é o nosso capitão da equipa de Juniores B

Nesta conversa com Gonçalo quisemos conhecer um pouco melhor enquanto jogador e saber mais do seu sonho que passa pelo Amora.

Gonçalo com que  idade começaste a jogar futebol?

R:Eu comecei a jogar futebol aos 7/8 anos

Ainda te recordas do teu primeiro dia na formação do nosso Amora?

R:Como não recordar? Estava muito nervoso tremia por todo o lado.


Tendo tu passado por todos estes escalões da nossa formação, melhor do que ninguém conheces os cantos à casa, como costumas fazer a integração de um  novo jogador que chegue ao nosso Amora?

R:Isto vai parecer um pouco irónico mas quando chega algum jogador eu recebo como estivesse a recebe-lo na minha própria casa, mostro os cantos à casa, digo onde estão as coisas e se ele precisar de alguma coisa é só dizer que eu ajudo no que for preciso.


Sabemos que para além de jogador és igualmente um adepto muito ferverosos do nosso clube, o que é isto de ser Amorense?

R:Sou, para além de ser um adepto que sente muito o clube sou também um jogador que sente muito mais o clube, como eu costumo dizer “ não se explica sente se “ tenho um sentimento tão forte por este clube que não o consigo explicar



Costumas transmitir a mística Amorense aos teus companheiro, como a passas?

R:Sim,  costumo passar essa mística muito em conversas que tenho com eles faço-os ver que este clube que é o Amora é muito maior do que aquilo que parece e uma coisa é certa eu não sou muito de partilhar o que se passa no balneário mas antes dos jogos uma coisa é certa ouvimos sempre o hino do Amora !


O teu pai ( Chiquinho) foi  jogador  do nosso Amora nos final de anos 90, início de 2000 recordas-te dele como jogador? 

R:Infelizmente nunca o vi jogar no Amora porque nasci em 2002 mas sei e tenho conhecimento que o meu pai estava sempre de pé quente, era um goleador


Esta paixão que tens ao clube foi passada pelos teus familiares, ou de outra forma?

R:Esta paixão que eu tenho pelo clube de certa forma foi passada pelo meu pai porque  ia e vai sempre ver os jogos do Amora em casa e levava-me com ele e eu comecei a gostar da atmosfera que se vivia lá, comecei a ganhar o gosto de ir ver o Amora e agora todos os jogos em casa do Amora tem a minha presença garantida no estádio excepto claro quando tenho jogo à mesma hora e no mesmo dia não dá para estar em dois lugares ao mesmo tempo infelizmente.


Lemos numa entevista tua onde o teu  sonho é chegar à equipa Senior do nosso clube e jogar numa Medideira cheia, fala-nos um pouco dele? 

R:É verdade eu tenho um sonho diferente de todos os jovens que querem ser jogadores de futebol, o meu sonho é representar o clube do meu coração que é o Amora numa Medideira cheia, gosto muito do ambiente e ainda mais porque já senti um pouco desse ambiente num jogo de campeonato contra o Fabril em que os seniores tinham acabado de jogar e a claque mais os adeptos que foram apoiar o Amora ao Barreiro foram todos para o campo de baixo apoiar-nos com aqueles cânticos, etc... fiquei muito feliz, completaram metade de um sonho meu que foi jogar com os adeptos do Amora apoiar. Agora só falta jogar numa Medideira cheia também com eles apoiar, trabalho todos os dias para ser melhor para a cada dia que passa estar mais forte e mais preparado para concretizar esse sonho que é jogar pelo meu clube de coração e no melhor estádio do mundo que  para mim  é a Medideira.



Sentes que o Amora te corre nas veias, o que sentes quando vestes esta camisola ou quando estás nas bancada apoiar os nossos seniores?

R:Vestir a camisola do Amora é uma grande responsabilidade não é para todos e quando estou na bancada a apoiar os seniores sinto-me arrepiado com os cânticos com o ambiente que lá se vive, é sensacional, gosto bastante.


E a chamada a seleção, o que sentiste? 

R:A chamada a seleção sinceramente nem nos meus melhores sonhos me passou pela cabeça fui completamente surpreendido e fiquei muito feliz por estar ao lado daqueles craques todos que agora fazem parte das equipas principais do Porto, Benfica, e Sporting eu nem acreditava que estava lá belisquei-me várias vezes para ver se era mesmo verdade e se eu tava a viver aquilo ou não.
Foi um fim de semana que vai ficar na minha memória pra sempre.



Sentes que és uma referência actual na formação do nosso clube? 

R:Na verdade sinto e sinto mais quando é o início da época quando chega malta nova à equipa e normalmente é  toda a gente do distrito de Setúbal e eles sabem que tenho muitos anos de Amora e quando precisam de alguma coisa ou se tiverem alguma dúvida ou curiosidade vêm falar comigo.


Quem é a tua referência na equipa senior e porquê?

R:A minha referência na equipa principal é o Joca acho que ele é um grande jogador


Vamos abordar um tema sensível mas que tem sido muito falado ultimamente, relativamente ao comportamentos dos pais nos jogos das camadas jovens, qual a tua opinião, consideras que há comportamentos excessivos que projudica os filhos, já pressenciaste alguma situação desagradável? 


R:Sim já presenciei
A minha opinião é que hoje em dia maior parte dos pais querem que os filhos sejam jogadores de futebol à força toda e acho que isso é está errado porque cada um tem de fazer aquilo que mais gosta e que se sente mais à vontade para o fazer, muitas das vezes esses comportamentos acontecem com aqueles pais que querem que o filho seja o próximo Ronaldo ou Messi e não é esse o pensamento que devem ter, acho que devem dar liberdade aos filhos para eles decidirem o que querem seguir e o que os faz mais felizes e não pressiona-los a ser uma coisa que eles não o querem


Que conselhos o teu pai te dá enquanto ex-jogador? 

R:O meu pai dá-me muitos conselhos mesmo mas diz sempre para eu ter muita cabeça


Como tens acompanhado a evolução da academia de formação no nosso clube e por consequência o crescimento do número de atletas? 

R:A academia de formação na minha opinião teve um grande crescimento acho que a consequência do número de atletas neste caso a palavra consequência tem um significado positivo porque o aumento de atletas veio trazer mais competitividade a meu ver.


Queres deixar uma mensagem aos Amorenses?

R:Vamos continuar a ser como temos sido apoiar sempre seja em que ocasião for vamos ser sempre ser o 12 jogador !
VIVA AO AMORA !
#somostodosamora



quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Na pele do adepto com Sonia Campos


Na rubrica "Na pele do adepto" o Amora FC Supporters falou com Sónia Alexandra Lino Ribeiro de Campos sócia 212 do nosso Amora FC onde quisemos saber o que é isto de ser Amorense. 


Desde quando começou a sentir este amor pelo nosso clube ?
O meu amor pelo Amora é de nascença. Aliás há 46 anos atrás nasci em casa, na Cruz de Pau e o meu pai fez-me logo sócia. Sei que houve uma paragem (não sei o motivo), e entretanto já recebi o meu emblema dos 25 anos.

Na familia são todos do Amora Futebol Clube?
Na minha família todos são do Amora. O meu pai foi jogador do Amora, o meu filho é jogador do Amora há 6 anos, o meu irmão é fundador do Espírito Azul. Todos sentimos o Amora com muito amor. Não dá para descrever este sentimento que este clube nos faz sentir.

Indentifique as maiores alegrias na bancada da Medideira?
Posso dizer que já passei muitas alegrias nas bancadas da Medideira. Tive o prazer de ver o Amora jogar na Primeira divisão, r ver o Amora ganhar ao Benfica, Sporting e Porto. Não me lembro do meu pai jogar à bola, mas tive o privilégio de assistir a muitos jogos dele como treinador. Mais recentemente foi maravilhoso ver as bancadas cheias no jogo com o Belenenses SAD, com todos a vibrar com os golos que marcamos, apesar da injustiça do resultado final.

O que sente quando entra no estádio para assistir a um jogo do nosso Amora?
É sempre uma emoção entrar no nosso estádio, uma ansiedade tremenda em saber como vai terminar. Temos sede de vitórias. Não se vêm bancadas como as nossas.

Costuma ir ver jogos fora, o que leva acompanhar o Amora nestes jogos ?
Na época passada comecei a ir ver jogos fora e nesta época está a continuar. Há sempre alguém lá em  casa que diz: então não vamos ver o Amora?

Acompanha os outros escalões de futebol do clube, o que a leva a fazer?
Acompanho sim. Como já disse o meu filho está no Amora há 6 anos, ou seja, desde os 7 anos de idade. Começou no futebol de 5, de 7, de 9 e este ano começou o de 11.  Claro que nos jogos dele estou sempre presente, mas também vou ver os jogos dos iniciados, dos júniores e o futebol feminino.

Qual foi o jogo que mais a marcou e porquê?
O jogo que mais me marcou nos últimos tempos foi quando fomos campeões e subimos de divisão. Toda a adrenalina do jogo, o autocarro e a comemoração no coreto, fez-me lembrar a minha infância, quando esperávamos pela equipa no coreto para celebrar as vitórias e subidas de divisão.

Quais as ações que o nosso clube deveria ter para conseguir chegar a mais Amorense (relação clube/cidade)
Atualmente o Amora chega a todos os Amorenses. Os Amorenses voltaram a sentir o Amora. 
A academia de formação tem muitos atletas envolvidos em muitas competições, as redes sociais e a televisão também ajudaram a dar visibilidade ao clube e à cidade. O tempo tem-se encarregado de voltar a unir o nosso Amora é os Amorenses.

Na sua opinião o que é isto de passar o espírito Amorense de geração em geração, quais os nossos valores?
O espírito Amorense não se explica, sente-se. Eu sou nascida e criada na Amora com uma família paterna toda Amorense e uma família materna que sempre sentiu o Amora FC e a Amora como se cá tivesse nascido. Os meus filhos também têm este espírito incutido neles e espero que o consigam passar aos seus descendentes.

Projecto serrado e novo estádio o que sente ao ver esta evolução?
É uma grande obra e um grande orgulho para mim ter o privilégio de ver crescer aquele estádio. Sinto uma grande emoção, porque vejo o Amora a evoluir e as suas infra-estruturas a crescerem e a alegria ainda é maior quando tenho o meu filho a fazer parte dessa EVOLUÇÃO. 

Falando um pouco da cidade, o que mais gosta na Amora?
O que mais gosto na Amora é a zona ribeirinha, mas tenho pena  que não esteja melhor aproveitada. Está velha e a precisar de ser arranjada. As casas baixinhas abandonadas e degradadas poderiam ser aproveitadas para fazer pequeno comércio regional e tasquinhas típicas para as famílias frequentarem. A zona tem pouca iluminação o que faz com que seja menos frequentada à noite.

Qual foi o jogador que mais a marcou?
O jogador que mais me marcou apesar de me lembrar mais dele como treinador do que jogador foi o João Rasteiro, meu saudoso pai. Ele tinha um orgulho enorme da camisola que nunca despiu e da terra que o viu nascer.

Que sonho tem enquanto Amorense?
O meu sonho é ver o meu Amora novamente na primeira divisão e que o meu filho continue a vestir a camisola com amor e defenda as cores deste clube com a mesma garra que sempre fez até hoje.
O AMORA é só para quem sente



quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Entrevista a Ana Pereira, jogadora da equipa sénior do Amora FC


Depois da crónica sobre o futebol feminino no nosso clube, entrevistámos  Ana Pereira de 25 anos natural de Lisboa, jogadora do plantel sénior e eleita pelos adeptos jogadora do ano na época 2018/2019 através dos Supporters Awards.


Ana Pereira encontra-se a cumprir a 3ª temporada no nosso clube e quisemos saber um pouco mais sobre si e o futebol feminino no nosso clube e como vê a relação dos adeptos com o clube.


     Foste eleita pelos adeptos no final da época passada a jogadora do Ano nos Supporters Awards. O que sentiste?
Confesso que não estava à espera! Estavam nomeadas excelentes jogadoras e por isso pensei que lhes seria atribuído o prémio! Fiquei muito feliz! É bastante gratificante saber que o nosso trabalho e dedicação são valorizados e reconhecidos.

Como defines o espírito de grupo da equipa após 4 vitórias em jogos oficiais e com zero golos sofridos?
A equipa está com um espírito ambicioso. As vitórias têm fortalecido e potencializado o grupo. O foco está em elevar o clube, atingir os objetivos definidos no início da época e ser uma referência para o futebol feminino nacional.

     Sendo o futebol feminino um projecto relativamente recente no nosso clube o que vieste tu encontrar e que diferenças sentes em relação a outros clubes?
Encontrei uma melhor organização, boas condições para o treino e uma direção e presidente que nos apoiam incondicionalmente. Não esquecendo também a presença dos adeptos Amorenses nos nossos jogos. Encontrei um clube que investe na formação e acredita na evolução das jogadoras jovens com uma visão estratégica de futuro.

     Como te defines enquanto jogadora?
Sou uma jogadora que trabalha para a equipa, sou esforçada, exigente e tento diariamente aperfeiçoar o meu futebol.

     Qual o teu sonho enquanto atleta?
Com os pés bem assentes na terra, confesso que o meu maior sonho enquanto atleta era jogar na Champions League. Neste momento é subir à primeira divisão e jogar contra as melhores equipas do país.

     O futebol feminino tem estado a evoluir exponencialmente de ano para ano. Na tua opinião a estratégia em Portugal de promoção do futebol feminino é a correta ou haveria alguma coisa que poderia ser feito de diferente?
Embora nos últimos anos o futebol feminino tenha evoluído, penso que ainda há muito trabalho a fazer. São escassos os clubes que apresentam condições para a formação e evolução das atletas. Os apoios são precários e o futebol feminino ainda não tem a visibilidade nacional necessária para se afirmar. Julgo ser necessário haver um maior investimento financeiro, e um maior apoio por parte dos media.

     Como classificas os adeptos Amorenses, achas que existe ligação clube/cidade?

Considero que a bancada “joga connosco”! Vestem a mesma camisola. A forte ligação ao Amora e ao seu clube de coração, é identificada nos gritos de apoio. É extraordinário contar com a sua força e com o seu espírito de vitória. Sinto que há fidelidade aos princípios e objetivos do clube. E mesmo quando os resultados são menos positivos podemos contar com a garra e apoio de todos os adeptos.

     Acompanhas o Amora FC nas redes sociais, qual a sua importância para o clube e os seus diversos escalões?
Acompanho nas redes sociais e considero ser um bom meio de divulgação das ações do clube. É fundamental que a nível local e nacional se conheçam resultados, projetos, atividades, se envolvam pessoas! É uma boa estratégia de avaliação e projeção do clube.

  De ano para ano sentes que o Futebol feminino no Amora FC desperta cada vez mais atenção dos seus sócios e adeptos? E nos jogos, essa presença é notória?
Tenho consciência que existe apoio e presença. Que a mesma tem vindo a crescer! Sinto que ainda não é suficiente. Era bom haver uma claque, à semelhança da já existente nos seniores masculinos!

     Se te pedirmos para deixares uma mensagem aos sócios e adeptos do Amora FC o que dirias?
Acredito que com o apoio de todos os adeptos faremos do nosso Amora um clube cada vez maior! Triunfaremos se acreditarmos! Um grande obrigada a todos os que apoiam o futebol feminino e ao Amora Supporters pela oportunidade que me deram nesta entrevista. Somos todos Amora!







quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Amora FC no Feminino


Hoje falamos um pouco da ascensão do futebol feminino no nosso clube e na nossa cidade, damos destaque a um projecto que tem crescido a passos largos e que tem despertado atenção de muitos.

Alavancado pelo fenômeno que o futebol feminino está a começar a ter em Portugal o nosso clube é prova disso com aumento do número de equipas e atletas,  a Medideira enche-se de miúdas ao final do dia  dando um colorido muito grandes aos campos de Serrado e Medideira 2.

Afirmamos categoricamente que o nosso Amora atualmente é a referência do futebol feminino no distrito de Setúbal afirmando assim a sua posição de destaque nesta região incentivando à prática de futebol muitas meninas. As equipas Seniores e Juniores apresentam arranques de época demolidores enquanto que a equipa de Juvenis após bom arranque teve a sua primeira derrota esta fim de semana, o que não abala em nada o bom trabalho que se tem desenvolvido.

O futebol feminino do Amora a começa a ser cada vez mais tema de conversa em cafés e redes sociais, o despertar da curiosidade começa a levar cada vez mais pessoas ao Serrados ao fim de semana para assistir aos encontros das nossas guerreiras o que nos deixa com orgulho enorme. Acreditamos que um dos passos seguintes da promoção do nosso futebol feminino será as deslocações a escolas e comércio local do nosso concelho a interacção com a população é vital na promoção do futebol feminino do nosso clube. Começa-se igualmente a ver uma janela de oportunidade para vários sponsor que tentam agarrar a primeira oportunidade em apoiar as  nossas miúdas.

Uma das coisas que tem  chamado à atenção esta época é para a capacidade de concretização das nossas equipas, esta máquinas de fazer golos tem refletido o enorme trabalho que é feito diariamente,  igualmente impressionante é o trabalho defensivo fazendo deste sector um muro intransponível. 

Vejam os números;

Equipa senior
6 jogos oficiais
6 vitorias
62 golos marcados
0 sofridos

Equipa sub 19
2 jogos oficiais
2 vitorias
37 golos marcados
0 sofridos

Equipa juvenis
2 jogos oficiais
1 vitorias
1 Derrota
4 golos Marcados
4 golos Sofridos


Tal como fazemos com equipa sénior masculina apelamos à mobilização massiva nos jogos das equipas femininas e de formação , o Amora Futebol Clube é isto, desporto e paixão.





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sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Comunicado nº3_2019


Amora FC Supporters um Futuro risonho

Hoje dia 01/11 temos o gosto  de anunciar o nosso crescimento .

Os Supporters  teve o seu início em Agosto de 2018 com o principal objetivo de divulgar e valorizar o nome Amora Futebol Clube assente numa linguagem de adeptos para adeptos.

O crescimento da página através das redes sociais tem superado todas as expectativas e no passado recente  tivemos a necessidade de recrutar mais administradores, mais gentes que sintam este grande Amor[a].
Hoje é com alegria que chegamos aos 4 cantos do mundo e que temos "gentes" com amor ao clube a quererem colaborar connosco.

A partir de hoje o Amora FC Supporters passa a contar com a colaboração de 11 elementos (administradores) divididos pelas seguintes áreas.

Marketing/Inovação
Gestão de conteúdos e investigação
Grafismo
Exteriores

A equipa de administradores é de livre expressão, sendo da responsabilidade da área de Gestão de conteúdos e investigação todas as suas publicações.

 É com alegria que vemos a presença feminina na equipa  bem como elementos além fronteiras, sendo um claro sinal de que o Amora está bem vivo. 
Continuaremos a crescer no apoio ao Amora FC, sabemos o papel que temos e o que já conseguimos mobilizar. Para nós o Amora tem de ser falado cada vez mais e os seus adeptos direito à informação.

A Amora FC Supporters é independente de qualquer tipo de poder, directivo, económico ou político, ou de qualquer grupo de pressão, assumindo sempre a responsabilidade em todas as suas publicações






terça-feira, 8 de janeiro de 2019

DE GERAÇÃO EM GERAÇÃO

De Geração em Geração

Ainda te lembra de quem te levou a ver os jogos na Medideira?

Um daqueles domingos solarengos onde na cidade já se ouvia a musica do estádio colocada pelo Helder, aquela marcha militar chamando as pessoas para aquele cantinho da Amora  fazia crer que naquele dia  havia uma paixão Amorense que nos chamava para a Medideira.

Nesses dias lá ia eu de mão dada com o meu pai, descendo a rua das Joaninhas a olhar para as bancadas a ficarem compostas de gente , chegar à bilheteira e o meu pai comprar bilhete de sócio, entrar na central pelo túnel pequeno e olhar para aquele relvado cheio de história com o rio judeu em fundo.

Que bom que era ser dos primeiros a chegar  sentir aquele cheiro a relva, maresia, cal e curato, ver as pessoas a entrar no estádio ocupando os seus lugares e observando o aquecimento das equipas. Nesses momentos lembro de estar sempre a observar o aquecimento da equipa adversaria de comentar com meu pai "aquele guarda-redes é alto , vamos ter dificuldades..", lembro-me de estar igualmente sentado ao lado da minha avó que conhecia meio mundo que entrava na bancada e esperar sempre que o meu avô chegasse depois da ronda  pelo estádio falando com os amigos onde por vezes chegava já com o jogo a decorrer.

Lá estava eu pequeno mas com aqueles que sempre me ensinaram o que é ser Amorense , numa bancada onde já não conseguia mexer os pé do amontoado de gente que a preenchia , de olhar para o outro lado do rio e sentir que tinha de gritar golo para a minha voz lá se ouvir, tal como me ensinaram os antepassados. O meu Amora já despertava aquela paixão dentro do meu peito , tal como hoje iniciava os jogos de sul para norte  e estávamos sempre à espera do primeiro golo, os miúdos deitavam-se em cima do tecto do banco de suplentes e ali viam os jogos , a bancada pressionava o fiscal de linha como se não houvesse amanhã e aquele fervor Amorense fazia borboletas na barriga.

Eis que o Amora marca um golo, era altura de gritar bem alto e levantar cachecol de fazer explodir este sentimento sem igual "EU SOU AMORENSE"

E quando era jogos contra a Seixal?

Jogos contra o Seixal o sangue fervia logo de manhãzinha, parecia que nem tinha dormido, era ouvir histórias dos meus avós de acontecimentos entre adeptos dos dois clubes, era ver um estádio arrebentar pelas costuras e esperar que no final saísse de peito cheio e fossemos  de carro apitar para o seixal, se perdêssemos nem queria falar com ninguém mas tal como me ensinaram, a ganhar ou perder no final aplaudir sempre de pé os do nosso sangue , aqueles que honraram o azul da camisola com a certeza que no próximo jogo estaria outra vez lá no mesmo lugar para apoiar.
No final do jogo voltávamos ouvir a marcha do Helder , em caso de vitória era na certo ir jantar fora com a família  falando logo sobre o próximo adversário.


E os fins de semana a ver os escalões jovens ?

Mas falar de geração em geração e daquilo que me passaram , não posso esquecer os sábados e domingos de manhã no pelado a ver os infantis, os juvenis e os juniores , de ver jovens com a esperança de um dia estar no plantel sénior , porque na altura  quando jogávamos a bola da rua o sonho de qualquer um de nós era entrar para o Amora,  era poder defender o clube da terra.
Achava uma graça quando o meu avô dizia , "sabes... aquele miúdo que vai ali a correr com a bola é filho da Amora , manda com o pé para o lado , não engana a ninguém...", aiiii que saudades!!

Ser Amorense é passar o legado de geração em geração é saber que desde o berço temos uma cidade e um clube para defender , com humildade e respeito por todos, fazer sentir a todos os que nos viisitam que
entram e saem pelo mesmo caminho e que nunca esqueceram quem são os Amorenses.




Equipa de Administradores Amora FC Supporters